O caleidoscópio foi inventado na Inglaterra, em 1817. Cerca de doze ou dezesseis meses mais tarde ele despertava a admiração universal. Afirma-se que o caleidoscópio já era conhecido no século XVII. Conta-se que, à época, um rico francês adquiriu um caleidoscópio por 20.000 francos. Era feito com pérolas e gemas preciosas ao invés de pedaços de vidro colorido.

sexta-feira, 6 de março de 2009

A dança de um gigante

Parada no trânsito, sob o sol de 33°, muitos carros e um afunilamento da via por conta de uma obra no rio da Ricardo Jafet. Nenhuma rádio tocando uma música que preste e sem cd no carro.

Curiosa, observo a obra... é aí que enxergo uma das cenas metropolitanas mais encantadoras do ano.

A dança de um gigante, cheia de precisão e leveza. Fiquei admirada e me envolvi naquilo esquecendo o trânsito e o calor e até desejando que aquele momento permanecesse por mais alguns instantes. Aquela 'mão mecânica' tinha movimentos encantadores, o condutor não hesitava e dava uma vida fantástica para aquela máquina. Inúmeras pedras faziam parte da dança... inúmeras pedras eram tiradas... e muitos movimentos com aquela mão eram feitos para que elas não rolassem rio abaixo... movimentos de empurrar, de organizar, de escavar... movimentos de um lado para outro... uma dança de gente... leve... incrivelmente leve... a música que não encontrei no rádio, encontrei naquela obra. Uma retroescavadeira sem trancos nem barrancos... era um palco, um espetáculo de movimentos como nunca vi.

Fui obrigada a voltar para a avenida... voltei impregnada de leveza.


quarta-feira, 4 de março de 2009

Calma

Zélia Duncan - Idade do Céu


Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu...

Não somos o
Que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu...

Calma!
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu...

Não somos mais
Que um punhado de mar
Uma piada de Deus
Um capricho do sol
No jardim do céu...

Não damos pé
Entre tanto tic tac
Entre tanto Big Bang
Somos um grão de sal
No mar do céu...

A Incrível Fábrica de Brinquedos



Curta-metragem resultado do curso de Cinema da NOSSA TURMA de 2008.
Adquira já o seu!!

Produção: NOSSA TURMA - CINEMA
Direção: Iara Simonetti Racy
Uma história de: Fernando Felmanas e Lui Almeida
Roteiro: Iara Simonetti Racy
Elenco:Fernando Felmanas, Lui Almeida e convidados
Edição: Iara Simonetti Racy
Fotografia: Cal Hernández, Iara Simonetti Racy e Pedro Lopes
Realização: NOSSA TURMA - Lazer Programado
www.nossaturma.tur.br

domingo, 1 de março de 2009

Exercitando o desapego...

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..E lembra-te:Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.

Fernando Pessoa

Obrigada, amiga, por me fazer ouvir Pessoa

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ...
Que já têm a forma do nosso corpo ...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares ...

É o tempo da travessia ...
E se não ousarmos fazê-la ...
Teremos ficado ... para sempre ...
À margem de nós mesmos..."

(Fernando Pessoa)

Ãh? Eu?

Tô só um pouco confusa...

????

Eu vivo insistindo em querer atenção...
eu vivo insistindo em chamar atenção...
eu vivo querendo a sua atenção...
eu vivo querendo uma ligação...
eu torço por um convite...
eu busco uma opção...
mas sempre que me vejo com tudo isso...
ou com algo disso...
algo insiste em me fazer dizer não...