Curiosa, observo a obra... é aí que enxergo uma das cenas metropolitanas mais encantadoras do ano.
A dança de um gigante, cheia de precisão e leveza. Fiquei admirada e me envolvi naquilo esquecendo o trânsito e o calor e até desejando que aquele momento permanecesse por mais alguns instantes. Aquela 'mão mecânica' tinha movimentos encantadores, o condutor não hesitava e dava uma vida fantástica para aquela máquina. Inúmeras pedras faziam parte da dança... inúmeras pedras eram tiradas... e muitos movimentos com aquela mão eram feitos para que elas não rolassem rio abaixo... movimentos de empurrar, de organizar, de escavar... movimentos de um lado para outro... uma dança de gente... leve... incrivelmente leve... a música que não encontrei no rádio, encontrei naquela obra. Uma retroescavadeira sem trancos nem barrancos... era um palco, um espetáculo de movimentos como nunca vi.Fui obrigada a voltar para a avenida... voltei impregnada de leveza.

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