O caleidoscópio foi inventado na Inglaterra, em 1817. Cerca de doze ou dezesseis meses mais tarde ele despertava a admiração universal. Afirma-se que o caleidoscópio já era conhecido no século XVII. Conta-se que, à época, um rico francês adquiriu um caleidoscópio por 20.000 francos. Era feito com pérolas e gemas preciosas ao invés de pedaços de vidro colorido.
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Fazendo parte

As vezes me pego questionando o que tenho feito na minha vida de produtivo. Se aquilo que acredito e me move dentro da minha profissão faz diferença para a vida de alguém, se pode fazer alguma diferença para o mundo, já que se relaciona também com valores sociais.
Ontem, no curso que faço, começamos o encerramento de nossas atividades e, com ele, o início de tantas reflexões acerca dos nossos objetivos, nossos interesses, nossos aprendizados e nossas ações.
Peguei meu primeiro ônibus e desci na Paulista. Sentei no ponto e, junto com aquela paisagem (acho a paulista única, especialmente a noite), fiquei flutuando com meus pensamentos. Muito e muito tempo fiquei por lá... e, certo momento, me veio a sensação de que, quando eu me levantasse eu poderia abraçar um edifício... eu poderia colocar o MASP sob meus braços e sair andando. Tão leves e tão acessíveis eram aquelas construções. Foi uma sensação tão forte e tão real que conseguiu me iluminar de alguma forma e conseguiu fazer com que eu enxergasse minimas conquistas que representavam um gigante.
A diferença está nas transformações e conquistas pessoais de quem faz parte disso tudo e são são essas conquistas e essas pessoas que me apontam direções... que me arrepiam e que dão a certeza de que um pinguinho desse mundo já me faz sentir realizada.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Eu recomendo

Ontem foi um daqueles dias que a gente chega, olha pra trás e agradece as sensações que teve. Dormi leve, contente e cheia de novas perspectivas.
Um grande influenciador nisso tudo foi o filme que assisti, que, aliás, recomendo muuuito a todos, principalmente aos profissionais de saúde: O SIGNO DA CIDADE. É um filme incrível da Bruna Lombardi. (http://www.osignodacidade.com.br)
Ele foi exibido na CINEMATECA BRASILEIRA - também lugar onde nunca tinha ido e me encantei extraordinariamente. É um lugar lindo que quero voltar mais vezes. Depois da exibição foi realizada uma reflexão com profissionais de saúde e a própria Bruna e o Carlos Riccelli (diretor do filme). E que bom que eu estava naquele lugar naquele momento e com aquelas pessoas!!!
A sensação mais incentivadora que tive quando saí de lá foi que é possível fazer filme com genialidade nos dois âmbitos que mais me instigam: o cinema (arte) e a saúde. Ao mesmo tempo que trata de assuntos da nossa realidade, das relações humanas, de preconceitos, de atitudes polêmicas, de saúde (tanto paciente quanto o profissional - os dois sendo acima de tudo seres humanos), a linguagem cinematográfica é hipnotizante e você fica querendo assistir mais vezes pra conseguir descobrir cada vez mais o que aquelas imagens podem te passar e provocar. É um filme que te proporciona zilhões de reflexões e de sensações. É um filme duro e, ao mesmo tempo, delicado... te mostra dor e alívio... é cuidadoso e escrachado... fala de vida e de morte... fala de limites e de perda de limites... fala de escolhas e do inevitável... fecha ciclos e abre ciclos... fala de tanta coisa, mostra tanta coisa e não é excesso!!
Ai, como eu quero descobrir essa capacidade em mim um dia!!!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Uma Virada

Eu nunca tinha ido no show do Wando. Acho que não pagaria um ingresso, não porque talvez não valesse a pena ou porque não gosto ou sei lá, mas porque se eu for pagar pra ver um show, com certeza tem muitos outros artistas na frente dele.
Teve show na virada. Muitos não entenderam porque eu fui ver o Wando e não vi o Camelo... e o que eu não entendo é: porque o Camelo???
Não importam os motivos que me fizeram querer estar lá, talvez nem eu soubesse ao certo. O fato é que eu me emocionei de verdade vendo o Wando. Ultimamente ando tão sensível a tudo e chorando por inúmeras coisas que ouço e vejo. Não, eu não chorei vendo o Wando, mas meu coraçãozinho ficou deveras feliz que eu queria dividir isso com pessoas queridas. Eu ri e me envolvi no meio da multidão.
E esse foi só o começo da virada que me proporcionou muitas outras emoções, tão distintas e tão intensas. E com tudo isso eu senti mesmo que essa virada deu uma revirada dentro de mim. Como é bom viver momentos bons!!!! Faz tão bem pro nosso coraçãozinho.

Eu queria dividir essa música dele com vocês, mas não encontrei para incluí-la aqui. Vai com outra pessoa cantando, é só fechar os olhos ou não olhar pro vídeo... rs

Viver é deixar rolar os sentimentos
Tem dias que eu visto fantasia, e finjo que acredito no que vejo
Eu saio procurando companhia, pra dividir comigo meu desejo
Então me realizo nesse sonho, já não disponho de outra realidade
Eu sempre acredito nas mentiras, no fundo as mentiras são verdades
Viver é deixar rolar o sentimento, a gente tá perdendo tanto tempo
Preciso resolver meu coração
Viver é pôr o nosso amor em movimento, a gente tá perdendo tanto tempo
Eu quero me perder numa paixão


sexta-feira, 6 de março de 2009

A dança de um gigante

Parada no trânsito, sob o sol de 33°, muitos carros e um afunilamento da via por conta de uma obra no rio da Ricardo Jafet. Nenhuma rádio tocando uma música que preste e sem cd no carro.

Curiosa, observo a obra... é aí que enxergo uma das cenas metropolitanas mais encantadoras do ano.

A dança de um gigante, cheia de precisão e leveza. Fiquei admirada e me envolvi naquilo esquecendo o trânsito e o calor e até desejando que aquele momento permanecesse por mais alguns instantes. Aquela 'mão mecânica' tinha movimentos encantadores, o condutor não hesitava e dava uma vida fantástica para aquela máquina. Inúmeras pedras faziam parte da dança... inúmeras pedras eram tiradas... e muitos movimentos com aquela mão eram feitos para que elas não rolassem rio abaixo... movimentos de empurrar, de organizar, de escavar... movimentos de um lado para outro... uma dança de gente... leve... incrivelmente leve... a música que não encontrei no rádio, encontrei naquela obra. Uma retroescavadeira sem trancos nem barrancos... era um palco, um espetáculo de movimentos como nunca vi.

Fui obrigada a voltar para a avenida... voltei impregnada de leveza.


terça-feira, 18 de novembro de 2008

Um dia no trânsito paulistano

O post abaixo me fez lembrar de um outro dia muito peculiar aqui na capital.
...
Eu estava no maior trânsito na Avenida Santo Amaro, desses que você anda 10m a cada 30min. Estava impaciente, chiliquenta, querendo gritar... querendo minha casa. Ficava mudando as estações do rádio para encontrar alguma que eu pudesse cantar, que eu soubesse a letra. E encontrei, na nova fm. Não me lembro ao certo que música era, mas parada lá, batendo meus dedinhos no volante e procurando me ocupar com a cantoria, observo no carro ao lado um rapaz que canta a mesma música. Ele olhou pra mim, percebeu que eu também ouvia a nova fm e cantamos, por algumas estrofes, a mesma música, num dueto metropolitano. Esse momento me renovou as energias para encarar aquele trânsito... que nem era mais tão intolerável.
A fila da esquerda andou mais que a minha e o rapaz se foi na mesma sintonia que eu.
Eu fiquei cantando, cada vez mais animada com tanta música que me acompanhava no trajeto.
Cheguei em casa mais rápido que eu imaginava...

Um dia no metrô paulistano

Cara, tenho usado muito o transporte público e, como não tenho mp3, o meu passatempo é observar as pessoas e a cidade... pra não me entregar ao tédio. Como eu amo a capital, a gente vê de tudo, né? E o mais interessante é que cada um que passa por mim é como eu. São as mesmas piadas, os mesmos comportamentos, os mesmos grupos... é como se todo mundo fosse um conhecido em potencial. Tudo igual, só muda o endereço.
Agora, obviamente, há aqueles que se destacam no meio da multidão. Pra esses eu tiro o chapéu.
Ontem estava no metrô linha verde, sentadinha observando a TV: notícia de esporte, previsão do tempo, dicas para usuários do metrô, horóscopo... ai, ai... eis que uma figura fantástica levanta para descer na próxima estação.
É um cara muuuito magro, de calça preta social ainda com a marca do ferro, um cinto com fivela de prata e uma camisa vermelha por dentro da calça. Ele ouve seu mp3, pára em frente à porta e arruma seus mulets no vidro. A música o atingiu e ele deu uma... duas... três reboladas a la Rick Martin diante o vidro!! Meu Deus!!! Que cena fantástica... era rebolada e balançada de cabeça... e mulets... sensacional!!! Ele fez a paradinha 'style' e não tirava o olhar do seu reflexo no vidro. Eu estava conseguindo segurar a minha risada, mas as duas amigas que estavam ao meu lado não se aguentaram. Não é em qualquer lugar que podemos presenciar uma cena dessa.
A porta se abriu e ele se foi com seu mp3...
Eu fiquei sentada lá no metrô........... voltei a observar as notícias do momento na telinha.