O caleidoscópio foi inventado na Inglaterra, em 1817. Cerca de doze ou dezesseis meses mais tarde ele despertava a admiração universal. Afirma-se que o caleidoscópio já era conhecido no século XVII. Conta-se que, à época, um rico francês adquiriu um caleidoscópio por 20.000 francos. Era feito com pérolas e gemas preciosas ao invés de pedaços de vidro colorido.

domingo, 2 de novembro de 2008

Minuto da noite IX - onde eu deixei?

Balada cheia, fervendo, todo tipo de gente misturada.
O barulho traz muitas percepções, pois temos que aprender a ouvir com os olhos.
Quanta gente conhecida... mas preciso ir embora.

Onde deixei a minha identidade?

Minuto da noite VIII - tá tudo no olhar e no balançar

Balada cheia, fervendo, todo tipo de gente misturada.
As pessoas se comunicam por olhar quando não conseguem falar.
Outro esteriótipo de dificuldade em lidar com o real é visto na postura da dança.

Fechem os olhos... ops... de olhos abertos leiam e imaginem um rapaz de estatura mediana, físico magro, meio ruivo (loiro alaranjado), usando óculos e levemente corcunda. Até aí (meio) ok, né?

Agora imaginem um 'som da hora' e esse mesmo cara dançando da seguinte forma: os braços caídos para trás, a pélvis levada para frente e as pernas fazendo chutinhos alternados. Ele não dança, ele balança.

Esse mesmo rapaz olha para uma garota. E a garota olha para esse rapaz.
A garota é demais e olha mais.

Esse mesmo rapaz, percebendo que a garota olha e olha..., lança um 'olhar 43' daqueles que doem na alma, pois ele ensaiou no espelho. Aquele olhar técnico que tenta ultrapassar sua pele.
Ela continua a lançar seu olhar para ele.
Ele começa a balançar mais... aquele mesmo rapaz lá de cima... e começa a se virar repetidamente para a garota para lançar o seu 'olhar fatal'.
A garota olha insistentemente para ele. Olha e pensa: até onde ele vai chegar?

Ele balança e joga o olhar e balança mais... mais parece um 'balanço do acasalamento'...
Ela já sabe: desse ponto ele não vai passar.

Minuto da noite parte V - o filtro da caidinha

Balada cheia, fervendo, todo tipo de gente misturada.
Grandes chances de rolar uma caidinha em todos que chegam por perto.
Aquelas de sentir pele a pele. De dizer 'tô molinha, me pega?'.

Cuidado... vai que cola.

Minuto da noite III - a fresca

Balada cheia, fervendo, todo tipo de gente misturada.
Muito quente, calor, suor... tanta gente esquisita do meu lado.
...
- Acho que vou pegar uma fresca.
- Claro, quer que eu vá com você lá fora?
- Não, vou pegar uma daquelas duas ali mesmo.
...
tanta gente esquisita... como eu.

Minuto da noite II - like t-rex

Balada cheia, fervendo, todo tipo de gente misturada.
Pista esmagadora de sentidos e corpos.
Corpos e mais corpos e mais corpos... por todos os lados.
Cadê o meu corpo? Não consigo esticar os braços!!

Minuto da noite I - o homem no ambiente

PLACA: PROIBIDO ENTRAR SEM IDENTIDADE
...
- Deixe eu ver a sua identidade.
- (procurando) Ixi, moço, eu perdi.
- Você está sem a sua identidade?
- Sim, estou... e eu estou dirigindo, meu Deus. Onde pode estar?
...
- Posso entrar?
- Vai lá.
...
Onde deixei minha identidade????? Pensei.
...
Balada cheia, fervendo, todo tipo de gente misturado.
Tem aquelas pesssoas que deixaram o computador descansar, outras que vieram da galeria da Augusta, tem ainda aquela senhora que roda e se mexe sem molejo à procura de um olhar amigo, pessoas que estão lá para curtir pra carai, outras que ficam curtindo no seu cantinho, muito homem barbado e muito sem pelo algum, aquelas pessoas que querem empatar o jogo com gol, outras que não abrem mão dos amigos, aquelas que riem alto que dá pra escutar mais que o som, outras que ficam quietinhas, muita mulher alternativa, muito decote, muito salto alto, tem ainda aquelas pessoas que você vê e se pergunta 'por onde elas andam de dia'? Se olhar bem encontra ainda barbie, playmobil, barney e salsicha.

É uma mistura tão louca de gente que é tão igual.
Experimenta mudar o corte e a cor do seu cabelo.
O ser humano é um bicho muito comum.

Desculpa, eu não te escuto aqui

Tem dias que a noite é tão barulhenta.