Balada cheia, fervendo, todo tipo de gente misturada.
As pessoas se comunicam por olhar quando não conseguem falar.
Outro esteriótipo de dificuldade em lidar com o real é visto na postura da dança.
Fechem os olhos... ops... de olhos abertos leiam e imaginem um rapaz de estatura mediana, físico magro, meio ruivo (loiro alaranjado), usando óculos e levemente corcunda. Até aí (meio) ok, né?
Agora imaginem um 'som da hora' e esse mesmo cara dançando da seguinte forma: os braços caídos para trás, a pélvis levada para frente e as pernas fazendo chutinhos alternados. Ele não dança, ele balança.
Esse mesmo rapaz olha para uma garota. E a garota olha para esse rapaz.
A garota é demais e olha mais.
Esse mesmo rapaz, percebendo que a garota olha e olha..., lança um 'olhar 43' daqueles que doem na alma, pois ele ensaiou no espelho. Aquele olhar técnico que tenta ultrapassar sua pele.
Ela continua a lançar seu olhar para ele.
Ele começa a balançar mais... aquele mesmo rapaz lá de cima... e começa a se virar repetidamente para a garota para lançar o seu 'olhar fatal'.
A garota olha insistentemente para ele. Olha e pensa: até onde ele vai chegar?
Ele balança e joga o olhar e balança mais... mais parece um 'balanço do acasalamento'...
Ela já sabe: desse ponto ele não vai passar.
O caleidoscópio foi inventado na Inglaterra, em 1817. Cerca de doze ou dezesseis meses mais tarde ele despertava a admiração universal. Afirma-se que o caleidoscópio já era conhecido no século XVII. Conta-se que, à época, um rico francês adquiriu um caleidoscópio por 20.000 francos. Era feito com pérolas e gemas preciosas ao invés de pedaços de vidro colorido.
domingo, 2 de novembro de 2008
Minuto da noite VIII - tá tudo no olhar e no balançar
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