Outro dia, morri... de tristeza.
Meu filho resolveu dizer que não gostava mais de mim. Não soube o motivo. Chegou em casa depois de um final de semana fora dizendo que, simplesmente, não gostava mais de mim. Que não gostava da casa dele, não queria ficar mais aqui e não me queria por perto. Tentar entender o motivo dele dizer isso foi ficando cada vez mais angustiante porque eu não obtinha resposta... somente mais dizeres assim. Fui morrendo por dentro... e não me aguentei. Chorei como nunca tinha chorado. Um choro triste de uma tristeza que jamais tinha sentido. Um choro de quem não podia pedir para ser amada pelo próprio filho, não se pede amor. Um choro de rever uma vida de mãe para tentar perceber 'onde tinha errado'. Um choro de me arrepender de dar bronca quando achei necessário. Um choro fraco... de impotência ao ver o prórpio filho dizer palavras que machucavam tanto. E foi só isso que consegui dizer pra ele, já desistindo de tentar entender. Desestruturou. Um choro triste que dizia amá-lo mesmo nessa condição. Um choro doído que dizia que as palavras estavam machucando demais. Me afastei dele durante o resto do dia esperando o momento que ele mostrasse que tudo aquilo que ele dizia não passou de um surto para que eu pudesse ficar bem... e esse momento não chegava. Ele passava por mim como se eu fosse invisível. Nenhuma palavra, nenhum gesto. Gostando ou não, precisei sair com ele. Ficamos mais próximos e ele disse que 'já estava de bem'. Por incrível que pareça, isso não me contentou, pois eu queria muito entender a razão de palavras tão duras, já que não tive tempo nem de dizer oi antes de começar a ouvir as tais. Conversei com ele e 'realmente ficamos de bem', apesar da dor ainda em mim. Voltamos pra casa e fomos assistir desenho no sofá antes de dormir. Foi aí que morri de novo... no mesmo dia... mas de alegria, paz, alívio... quando ouvi a voz do meu filho dizer:
- Mãe, deita do meu lado, me protege!
É assim que todo dia ele dorme, protegido em meus braços...
Ser mãe tem dessas coisas... a gente morre de preocupação, morre de alegria, morre de tristeza, morre de orgulho, morre de desespero, morre de medo, morre de um monte de coisas...
O caleidoscópio foi inventado na Inglaterra, em 1817. Cerca de doze ou dezesseis meses mais tarde ele despertava a admiração universal. Afirma-se que o caleidoscópio já era conhecido no século XVII. Conta-se que, à época, um rico francês adquiriu um caleidoscópio por 20.000 francos. Era feito com pérolas e gemas preciosas ao invés de pedaços de vidro colorido.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
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Um comentário:
Caramba, Iara! Me Mata!
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